O advogado quer convencer o juiz de que Nanda ficou com sequelas graves no braço após o atropelamento, mas a mulher recusa-se a exagerar o que aconteceu.

O julgamento de Alice, acusada de atropelamento e fuga, aproxima-se e Proença decide preparar Nanda para o momento decisivo. O advogado sabe que precisa de convencer o tribunal de que a mulher sofreu consequências graves com o acidente e já tem uma estratégia definida.

Proença quer que Nanda exagere as sequelas

Sentados na sala, Proença analisa os documentos que tem reunidos e explica a Nanda o que pretende conseguir no julgamento.

“A papelada tenho toda, mas ainda falta tudo o resto. Convencer o juiz de que a senhora sofreu horrores com aquele acidente.”

O advogado não esconde o objetivo: quer que Alice seja condenada pelo atropelamento e fuga, mas também que pague uma indemnização elevada a Nanda.

“Dez mil euros no mínimo.”

Nanda, contudo, não parece interessada em transformar o acidente numa oportunidade para ganhar dinheiro.

“O braço está como novo”

A mulher surpreende Proença ao admitir que, na sua opinião, não tem razões para exigir uma indemnização tão elevada.

“O que lá vai lá vai, o braço está como novo e a comissária é uma joia de moça.”

A resposta deixa o advogado furioso. Proença percebe que, se Nanda mantiver essa postura perante o juiz, a estratégia que preparou pode cair por terra.

“O seu braço nunca mais foi o mesmo”

Proença decide ser ainda mais direto e ordena a Nanda que mude completamente a forma como se comporta durante o julgamento.

“Pare com isso. Não ouviu nada do que lhe disse? Fixe isto: o seu braço nunca mais foi o mesmo.”

O advogado chega mesmo ao ponto de lhe pedir que controle os movimentos do braço para reforçar a ideia de que ficou com limitações.

“Livre-se de mexer o braço dessa maneira no julgamento!”, grita.

Nanda fica pouco convencida com as instruções e não parece disposta a representar um sofrimento que, segundo ela própria, já não existe.

Um julgamento marcado pela mentira

Com o julgamento de Alice cada vez mais próximo, Proença está determinado a conseguir uma condenação e uma indemnização elevada.

Nanda, por outro lado, pode colocar toda a estratégia em risco se decidir contar a verdade perante o juiz.

E, entre a pressão do advogado e a sua própria consciência, a mulher terá de decidir se aceita seguir o plano ou se revela que o braço está, afinal, “como novo”.

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