O ambiente de cortar à faca no bairro vai dar lugar à dor mais profunda nos próximos episódios de "Amor à Prova", na TVI. Tudo por causa da revolta dos vizinhos, que recusam aceitar que a família não queira vender a casa para dar lugar a um novo condomínio. A manifestação pacífica rapidamente se transforma numa invasão violenta, terminando com um desfecho fatal para Domingos.
O Ataque dos Vizinhos e o Colapso Ao ouvirem um barulho ensurdecedor vindouro do pátio, André e São saem de casa e deparam-se com uma multidão furiosa. Os vizinhos começam a arremessar fruta podre e pedras, forçando André a puxar a mãe para evitar os vidros partidos. O jovem mecânico tenta impor respeito: "Meus senhores, isto chama-se invasão de propriedade!". Contudo, a resposta da multidão surge em forma de insultos — chamam-lhe "Judas!" — e uma lata esmagada atinge-o violentamente na cabeça.
Ao ver o filho em perigo, Domingos sai da oficina em auxílio da família. O dono do espaço tenta argumentar, lembrando os tempos em que os ajudou a arranjar os carros sem levar dinheiro, mas ninguém o quer ouvir. Visivelmente indisposto, o mecânico começa a ficar com falta de ar e, num esgar de dor terrível, colapsa no chão do pátio.
Desespero na Clínica: "O amor da minha vida morreu" Num misto de stress e pânico, Cris conduz o Pantera a alta velocidade em direção à clínica, acompanhada por Bruno. Enquanto isso, André tenta desesperadamente ligar para a mãe, mas sem sucesso: "Já tentei setecentas vezes! Ela não atende!".
Quando finalmente chegam à unidade de saúde, a tragédia bate-lhes de frente. André surge lavado em lágrimas e Cris percebe de imediato o pior. Abraçada ao filho, São chora lavada em lágrimas e desaba num pranto inconsolável:
"Morreu, Cris... O teu pai... O teu pai... O amor da minha vida morreu!"
Mais tarde, em casa, a revolta mistura-se com o luto. São culpa-se por ter pedido ajuda ao marido para acalmar a multidão, enquanto André descarrega a sua fúria nos culpados: "O pai ia ser operado e aqueles filhos da mãe... Vieram aqui praticamente invadir a casa. Eu devia ir porta a porta partir-lhes a cara a todos!".
A Última Despedida e uma Promessa Incomum No dia do funeral, o cortejo fúnebre avança num silêncio sepulcral pelas campas, com São completamente desfeita e amparada pelos filhos. Junto à cova, rodeada de flores e com uma fotografia sorridente de Domingos, Cris faz um discurso que emociona todos os presentes:
"O meu irmão, uma vez, contou-me que a Terra existe por aí há cinco mil milhões de anos. E estivemos aqui ao mesmo tempo que um homem chamado Domingos Ferraz... O nosso pai, Andrezito... O homem que nos ensinou tudo... Ensinou-nos o truque para ser boa pessoa. Basta tentar ser um bocadinho mais como ele... Mas sem as manchas de mostarda na camisa...".
Abalada mas determinada a honrar a memória do marido, São recusa fazer uma "festa de carpideiras". Recordando que Domingos pedia sempre um churrasco com vinho e música quando "batesse as botas", a viúva promete cumprir o desejo: "É isso que lhe vou dar".
