A leitura do testamento de Manuel gerou uma enorme confusão no seio da família, mas o verdadeiro teste à união dos irmãos está prestes a acontecer. Sérgio, o filho mais novo do falecido, não desiste de provar que o pai foi brutalmente assassinado. Sem panos quentes, o seu grande objetivo é provar que a própria mãe é a culpada do crime e colocá-la atrás das grades.
As Provas que Mudam Tudo Para avançar com a sua investigação paralela, Sérgio pediu ajuda a Alice. Durão permitiu que a colega tivesse acesso às fotos do dia da morte de Manuel. Ansioso, Sérgio conta ao irmão, Henrique, as suspeitas da agente da polícia:
"Pelas marcas de sangue no chão, ela e um colega ficaram quase com a certeza de que estava alguém ao pé dele no momento do disparo".
Perante este cenário, Henrique questiona qual será o passo seguinte. A resposta deixa-o chocado: "O corpo vai ser exumado para se repetir a autópsia". Sérgio pede ainda ao irmão que guarde segredo de Margarida e o acompanhe nesta dura caminhada, oferecendo-se para lhe vender a sua parte da fábrica caso ele aceite.
Gritos e Confusão no Cemitério
Já no cemitério, o ambiente torna-se intolerável. Enquanto os coveiros preparam a retirada da terra de cima do caixão, Alice explica a Henrique que só com o corpo presente se consegue verificar com rigor a trajetória da bala. O irmão questiona o porquê de não o terem feito antes, ao que a polícia esclarece que, na altura, toda a gente assumiu tratar-se de um suicídio e as suspeitas só surgiram após o funeral.
A meio do processo, Margarida surge descontrolada e a gritar:
"Párem! Ninguém toca no corpo do meu pai!"
Sérgio chora e pede desculpa ao falecido, lamentando que ele não consiga ter sossego nem depois de morto. Margarida contesta duramente a loucura dos irmãos e acusa Sérgio: "Como idolatras o pai, não aceitas que ele se matou e queres culpar a mãe". Henrique, lavado em lágrimas, acaba por se colocar contra ela: "Estão feitas uma com a outra?" Alice intervém e avisa que não há volta a dar, forçando a irmã a afastar-se da campa.
"Confirmar que a mãe é uma assassina"
Mais tarde, no escritório, o peso da realidade esmaga o filho mais novo. Sérgio confessa a Henrique que não sabe se tem estrutura psicológica para "confirmar que a mãe é uma assassina". Henrique conforta-o e assume que já acredita em tudo. É nesse preciso momento que Carolina surge de surpresa, provocando um silêncio sepulcral na sala.
